Tempos foram os que um bom actor era suficiente para fazer um filme ou mesmo uma série, no entanto também não nos podemos esquecer das inúmeras séries de sucesso baseadas em actores que aquando do seu lançamento eram desconhecidos.
Quando vi a primeira preview desta série fiquei louco! Pensei logo para comigo mesmo, heis que é chegado o momento do "Jason Lee" apresentar desculpas aos seus fãs por não ter protagonizado um final digno para a sua anterior série de sucesso "My Name is Earl".
O cast poderia ficar já por aqui, que seria mais que suficientes para um sucesso garantido, no entanto ainda se junta ao elenco "DJ Qualls", figura que só pela sua imagem consegue arrancar umas risadas.
O grande problema é que o sucesso da série fica-se mesmo por aqui, pelo cartaz, pois tudo o resto é deplorável e considero mesmo tempo perdido, aquele que dediquei à visualização desta série.
O problema começa logo por algo que agora parece moda, a incapacidade de definição e coerência de estilo. Vamos já para lá do meio da primeira temporada quando concluímos que vamos chegar ao fim sem perceber se o objectivo seria uma comédia com requintes de policial/investigação ao estilo CSI, se uma história polícia que pouco interessa pois o objectivo é mesmo a comédia.
A única forma que encontro para descrever esta série, seria um cruzamento entre o "Leslie Nielsen" e o argumento de alguns episódios de "CSI", com a única diferença de que não temos investigação à CSI, nem riso de morte à "Leslie Nielsen".
Continuando nas más escolhas, que certamente levaram a série à sua morte mesmo antes de ser criado o piloto, estamos perante episódios de 60 minutos! É certo que séries de culto como "CSI", "Criminal Minds", entre outros, necessitam de 60minutos para que sejam apresentados os criminosos, o crime e a investigação, sendo que nesse tempo os personagens principais da série acabam também por dar a conhecer um pouco mais de si, bem como os seus problemas... mas neste caso o problema parece ser outro. Alguém ditou que o tempo por episódio teria mesmo de ser os 60 minutos e o realizador limitou-se a usar esse tempo para "Encher Chouriços" (como se diz na rádio) entre a apresentação do caso e a sua resolução.
Tentando de alguma forma ser isento, é impossível deixar de comparar esta série com "Bored to Death", facilmente definida como um policial sem pretensões a CSI, mas com requintados momentos de humor... isto tudo em 30 minutos. Tempo esse mais que suficiente para a história (do ponto de vista de investigação) do episódio, bem como dar a conhecer mais os personagens principais, assim como aprofundar as suas ligações.
Sinto-me até com vontade de ir mais longe e dizer que dois ou três episódios de "Bored to Death", são suficientes para se traçar um perfil muito fiel dos seus personagens, bem como ficar completamente viciado, coisa que o "Memphis Beat" não consegue quando nos encontramos já mesmo no final da sua temporada.
Posto isto, temo que esta será a segunda série de "Jason Lee", que terminará sem um final digno, tendo em conta que certamente a "TNT" não irá arriscar uma segunda temporada.
É uma pena, a ideia era interessante, parte do Cast tem provas mais do que dadas da sua qualidade e acima de tudo trata-se de uma série com um grafismo interessante muito em culpa pela localização escolhida (Memphis), mas... na realidade não resultou.
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